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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Agregados

Pela NBR 9935/ 87, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), agregado é definido como material sem forma ou volume definido, geralmente inerte, de dimensões e propriedades adequadas para produção de argamassas e concreto.


Desempenhando uma função econômica da máxima importância – pois geralmente é o elemento de custo mais baixo por unidade, de volume no concreto e no concreto betuminoso, o agregado atua de forma decisiva no incremento de certas propriedades, tais como: a redução da retração (bastante grande na pasta de cimento ), aumento da resistência ao desgastes , além de outras.

Podemos classificar os agregados quanto à origem, às dimensões e à massa unitária.

Classificação dos Agregados
1. Origem

Quanto à origem, eles podem ser:


Naturais - são aqueles que já são encontrados na natureza sob a forma de agregados : areia de mina, areia de rios, seixos rolados, pedregulhos etc.
Artificiais - são aqueles que necessitam ser trabalhados para chegarem à condição necessária e apropriada para seu uso: areia artificial, brita etc.

O termo artificial, aqui usado, é quanto ao modo de obtenção, e não com relação ao material em si.

Há autores que classificam como artificiais aqueles agregados que são obtidos por processos especiais de fabricação, tais como: escória de alto-forno, argila expandida etc.


2. Dimensões

Quanto às dimensões, os agregados são classificados em miúdos e graúdos. Recebem, entretanto, denominações especiais que caracterizam certo grupos, como: fíler, areia, pedrisco, seixo rolado e brita.

Agregado miúdo é a areia de origem natural ou resultante do britamento de rochas estáveis, ou a mistura de ambas, cujos grãos passam pela peneira ABNT nª4 (4,8 mm) e ficam retidos na peneira ABNT No 200 (0,075 mm) (NBR 7211).


Agregado graúdo é o pedregullho (cascalho ou seixo rolado )ou a brita proveniente de rochas estáveis, ou a mistura de ambos, cujos grãos passam por uma peneira de malha quadrada com abertura nominal de 152 mm e ficam retidos na peneira ABNT nª 4 (4,8 mm) (NBR7211).Fíler é o material granular que passa na peneira ABNT nª 100 ( 0,150 mm ), conforme a NBR 5734. Como exemplo temos: cal extinta, calcários etc.

Areia é o material granular miúdo originado através de processos naturais ou artificiais de desintegração de rochas naturais ou proveniente de outros processos industriais. É chamada de areia natural se resultante da ação de agentes da natureza e de areia artificial quando proveniente de britagem ou outros processos industrias. Pedrisco, também chamado areia artificial, é a mistura, nas mais variadas proporções de brita de graduação 0 ( zero ) com areia artificial.


Pedregulho é o agregado graúdo que pode ser utilizado em concreto tal qual é encontrado na natureza sem sofrer qualquer tratamento que não seja lavagem e seleção. Em algumas regiões, é conhecido como cascalho ou seixo rolado.


Brita ou pedra britada é o agregado graúdo originado através da cominuição artificial de rocha


Nota: por razões comerciais, classificam-se as britas:

brita zero 4,8 mm a 9,5 mm
brita 1 9,5 mm a 19,0 mm
brita 2 19,0 mm a 25,0 mm
brita 3 25,0 mm a 38,0 mm
brita 4 38,0 mm a 76,0 mm
pedra-de-mão > 76,0 mm

Na designação do tamanho de um agregado, dimensão máxima característica é a grandeza associada á distribuição granulométrica do agregado, correspondente à abertura de malha quadrada, em milímetro, das peneiras das séries normal e intermediária, a qual corresponde uma porcentagem retida acumulada igual ou imediatamente inferior a 5% em massa, de acordo com a NBR 7211.

3. Massa Unitária


Quando à massa unitária, podemos classificar os agregados em:


leves ( menor de 1 t/m3 ) – pedras-pomes, vermiculite, argila expandida etc. ;
normais (1 t/m3 a 2/m3 ) – areias quartzosas, seixos, britas de gnaisses, granito, etc. ;


OBS: Os agregados poderão ser usados para misturas de concreto, misturas betuminosas, bases, etc. As suas características e propriedades podem ter efeitos consideráveis na sua qualidade e esses efeitos vão variar de acordo com a finalidade de sua aplicação. Assim por exemplo, agregados arredondados podem levar à instabilidade numa mistura betuminosa, e ao mesmo tempo são ideais como agregado de concreto onde a "trabalhidade" da massa é essencial para a aplicação e compactação.

Dessa forma, apesar de termos reunidos todos os testes para agregados no mesmo capítulo, procuramos destacar ,sempre que necessário, as diferenças do emprego em concreto ou asfalto.



Tomada de amostras de agregados


Para julgar a conformidade às especificação, apoia-se em informações essencialmente constituídas por resultados de medidas com margens de erro que geralmente não são expressas. Uma das componentes desta margem de erro provém da medida ou do ensaio em si, outras tão importantes quanto a primeira, provém da representatividade da amostra utilizada. Entre os fatores que podem influenciá-la podemos citar: o números de amostras, o modo correto de procedimento na tomada de amostra e a preparação correta da amostra para o laboratório. O responsável por esta coleta, deve estar atento à natureza e ao grau de heterogeneidade do material. Devido às dificuldades que apresentam, os métodos de coleta de amostra são menos definidos do que os dos ensaios propriamente ditos.


Procedimento: Para formação da amostra representativa de um agregado serão colhidas em diferentes pontos do depósito ou material amontoado, amostras parceladas que depois de reunidas, serão misturadas e quarteadas


As quantidades iniciais devem ser:

para agregados graúdos 65 kg
para agregados miúdos 25 kg
para materiais de enchimento 4 kg

Separação de amostra para ensaio


A redução da amostra até a quantidade necessária de cada ensaio pode ser feita através de repartidores de amostra (ver equipamentos de múltiplo uso ) ou através de quarteamento.


Aplainar a amostra
Dividir em quatro
remisturar e dividir em 4 de novo
descortar 2 quartos opostos
continuar o processo até que a quantidade necessárias seja atingida.



Remessa de amostra: As amostra de agregados devem ser remetidas ao laboratório em caixas, sacos de tecido cerrado ou outro recipiente capaz de evitar a fuga do material mais fino devidamente identificados.

Fonte:www.pattrol.com.br

segunda-feira, 12 de abril de 2010

TIPOLOGIA DAS ROCHAS ORNAMENTAIS E DE REVESTIMENTO

Do ponto de vista comercial, as rochas ornamentais e de revestimento são basicamente subdivididas em granitos e mármores. Como granitos, enquadram-se, genericamente, as rochas silicáticas, enquanto os mármores englobam, lato sensu, as rochas carbonáticas. Alguns outros tipos litológicos, incluídos no campo das rochas ornamentais, são os quartzitos, serpentinitos, travertinos e ardósias, também muito importantes setorialmente.

Para a distinção entre um granito (rocha silicática) e um mármore (rocha carbonática), dois procedimentos simples são recomendados: os granitos não são riscados por canivetes e chaves; os mármores, inclusive travertinos, são riscados por canivetes/chaves e reagem ao ataque de ácido clorídrico a 10% em volume, efervescendo tanto mais intensamente quanto maior o caráter calcítico (na falta de ácido clorídrico, pode-se pingar limão). Serpentinitos e ardósias não efervescem ou efervescem muito discretamente, e podem ser riscados por canivetes. Os quartzitos, muitas vezes assemelhados aos mármores, não são riscados por canivetes/chaves e nem efervescem com ácido clorídrico ou limão.

Rochas isótropas, sem orientação preferencial dos constituintes mineralógicos, são designadas homogêneas e mais utilizadas em obras de revestimento. Rochas anisótropas, com desenhos e orientação mineralógica, são chamadas movimentadas e mais utilizadas em peças isoladas, pois sua aplicação em revestimentos demanda apuro estético e caracteriza uma nova tendência de design, ainda não totalmente assimilada pela maioria dos consumidores tradicionais.

O padrão cromático é o principal atributo considerado para qualificação comercial de uma rocha. Em função das características cromáticas, os materiais são enquadrados como clássicos, comuns ou excepcionais. Os materiais clássicos não sofrem influência de modismos, incluindo mármores vermelhos, brancos, amarelos e negros, bem como granitos negros e vermelhos. Os materiais comuns ou de "batalha", de largo emprego em obras de revestimento, incluem mármores bege e acinzentados, além de granitos acinzentados, rosados e amarronzados. Os materiais excepcionais são normalmente utilizados para peças isoladas e pequenos revestimentos, abrangendo mármores azuis, violeta e verdes, além de granitos azuis, amarelos, multicores e brancos.

As designações comerciais aplicadas são muitas vezes exóticas e enganosas, não espelhando os parâmetros de cor e procedência dos materiais. As formas tradicionais de nomenclatura refletem tais parâmetros (p. ex.: Verde Candeias, Vermelho Capão Bonito, Rosa Sardo, etc.), devendo ser adotadas como base para identificação de novos materiais comercialmente tipificados.

Os produtos comerciais obtidos a partir da extração de blocos e serragem de chapas, que sofrem algum tipo de tratamento de superfície (sobretudo polimento e lustro), são designados como rochas processadas especiais. Tal é o caso dos materiais que no geral aceitam polimento e recebem calibração, abrangendo os mármores, granitos, quartzitos maciços e serpentinitos.

Os produtos comerciais normalmente utilizados com superfícies naturais em peças não calibradas, extraídos diretamente por delaminação mecânica de chapas na pedreira, são por sua vez designados como rochas processadas simples. Para ilustração refere-se que, no Brasil, tal é o caso dos quartzitos foliados (tipo pedra São Tomé, pedra mineira, pedra goiana, etc.), da pedra Cariri, dos basaltos gaúchos, da pedra Miracema, da pedra Macapá, da pedra Morisca, entre outras, referindo-se que apenas a pedra Cariri tem “origem carbonática”.

As ardósias recebem designação específica, sendo os nomes comerciais diferenciados pela cor da rocha. Os serpentinitos tem seus produtos comercializados sob a designação de mármores verdes.


Fonte: www.abirochas.com.br

segunda-feira, 22 de março de 2010

Normas Técnicas

Normas técnicas e sua importância

A normalização tem como objetivo promover a otimização de economia, levando em consideração as condições funcionais e as exigências de segurança. Dentre os objetivos das normas técnicas temos a simplificação, comunicação, economia, segurança, proteção ao consumidor e a eliminação das barreiras comerciais. Essas normas podem ser elaboradas em quatro níveis, o nível internacional, nível regional, nível nacional e o nível de empresa. O objetivo das normas técnicas é de melhorar a comunicação entre cliente e fornecedor.

Processo de Criação de uma norma.

As normas são elaboradas da seguinte maneira: Primeiro a sociedade manifesta a necessidade de uma norma; Segundo o Comitê Brasileiro (CB) analisa e inclui no seu programa de Normalização Setorial; em seguida é criada uma Comissão de Estudo (CE) com a participação voluntária dos diversos segmentos da sociedade (produtores, consumidores e neutros); Quarto a Comissão de Estudo elabora um Projeto de Norma; Quinto o Projeto de Norma é submetido à votação nacional entre os associados da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e demais interessados; Sexto as sugestões recebidas após a votação são analisadas pela Comissão de Estudo, em seguida é aprovada como Norma Brasileira; E por fim a Norma Brasileira é impressa.

Processo de avaliação de uma nova tecnologia para a qual não existe norma especifica

As normas sobre um novo produto ou serviço só podem ser feitas depois que a sociedade tenha formado opinião sobre o mesmo à alguns anos. A inexistência de normas não pode impedir a utilização de uma nova tecnologia, pois isto significaria a inviabilização do desenvolvimento da indústria.

Certificação de um produto

A certificação de produtos e processos é uma tendência uma importante, o processo de certificação envolve uma entidade certificadora que atesta que determinado produto, processo ou empresa cumpre determinada norma técnica.

segunda-feira, 8 de março de 2010

O alumínio nas construções

O alumínio conquista arquitetos e engenheiros e ganha espaço na construção de indústrias

Por Nathalie Ursini

Ao unir-se a fome por modernidade à necessidade de sustentabilidade, o alumínio passou a ser um material cada vez mais presente nos projetos e nas construções, sejam habitacionais, industriais ou comerciais. Usado há mais de 100 anos na Europa e em outros países mais industrializados, foi apenas na década de 60 que a matéria-prima teve seu início como elemento estrutural no Brasil. "Trabalhos pioneiros do engenheiro austríaco Hans Egger e, mais tarde, do anglo-canadense Cedric Marsh abriram um grande mercado, então inexistente, da aplicação do alumínio em estruturas metálicas em nosso país, tornando-o o mais profícuo do mundo nessa área", conta Paulo André Brasil Barroso, engenheiro civil e fundador da Technica Consultoria e Projetos Industriais - ele também um pioneiro do uso do metal como elemento estrutural por aqui.

Barroso explica que, devido à leveza característica do alumínio, o material é excelente tanto para estruturas móveis como estáticas, em que o peso próprio tem fundamental importância nas cargas totais do projeto. Ele realça, também, a vantagem sobre o aço na fabricação e até no transporte e na montagem. "O número de obras em geral, com coberturas ou fechamentos em estruturas de alumínio e cujos projetos foram de nossa autoria, é de aproximadamente 1250, algo em torno de 6.000.000 m2 (seis milhões de metros quadrados). Ainda há construções de 20 anos atrás que estão em perfeitas condições", avalia.

Benefícios comprovados

Segundo pesquisas da Associação Nacional de Fabricantes de Alumínio, (Afeal), as esquadrias de alumínio representam cerca de 20% do volume total de caixilhos produzidos no Brasil. Entre os quatro materiais - aço, alumínio, PVC e madeira -, os caixilhos de alumínio são os que apresentam melhores índices de crescimento. Isso de deve às características do material, além da leveza, a baixa manutenção. O metal tem grande versatilidade e, por isso, se adequa aos mais variados tipo de projetos e dimensões de vãos, e à fabricação de toda a tipologia de esquadrias.

O alumínio também é o material que melhor aceita todos os componentes e elementos de vedação. Quando bem projetados, construídos e instalados de acordo com as normas técnicas, os caixilhos de alumínio apresentam elevado desempenho na estanqueidade ao vento e à chuva, e a pressão de ventos. "As esquadrias de alumínio são usadas, com muita frequência, em obras industriais. Eu diria que, hoje, em 100% das áreas administrativas (escritórios) e em grande número em área fabril", afirma Lage Mourão Gozzi, membro do Conselho Deliberativo da Afeal. Ele conta que o alumínio é o material mais procurado para construções industriais devido a suas principais características. "Manutenção, possibilidade de se criar soluções as mais variadas, e acabamentos com alta qualidade."

Barroso da Technica, lembra que, em áreas passíveis de corrosão, é o material essencial para as construções. "As estruturas metálicas de alumínio natural (sem pintura ou qualquer outro tipo de acabamento) são altamente recomendáveis para o uso em quase todos os ambientes industriais. O produto da auto-oxidação do alumínio, em contato com o ar, é incolor e não tóxico, assim sendo, leva o metal a ser utilizado, também, em larga escala na indústria química e alimentícia"

Nesse sentido, a experiência do arquiteto Carlos Bratke, responsável por obras desde os anos 60, entre elas, diversos edifícios na região do centro expandido de São Paulo, também obteve resultados de sucesso. "Na obra da Tecnorevest, uma indústria química cuja proteção auto-corrosiva era fundamental, utilizei o alumínio. E, mais recentemente, no Novo Centro Administrativo da Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão - nas coberturas, estrutura e telhas zipadas, nos caixilhos, nas portas, janelas e nos revestimentos em chapas", descreve. "Como arquiteto, gostaria de conhecer mais de perto as pequenas extrusões de alumínio que podem extrudar peças personalizadas", acrescenta.

Desafios vencidos

Um dos grandes nomes da arquitetura brasileira, Sidonio Porto, também aponta leveza e resistência às cargas e ao tempo como a grande preferência do alumínio nas construções industriais. Obras como as fábricas da Ipel, Flextronics, Gessy Lever e Brastemp, todas assinadas pelo arquiteto, exploraram o alumínio. "Utilizei o material nas coberturas cobrindo grandes vãos e nas vedações laterais. O alumínio requer energia em sua produção, porém é reciclável, leve, durável e resistente, trazendo com essas qualidades uma necessária compensação, se pensarmos em sustentabilidade e 'prédios verdes'", esclareceu Porto.

Para o arquiteto e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Eduardo Nardelli, as construções industriais sempre necessitam vencer grandes vãos a um custo reduzido. "Assim, o alumínio é uma excelente opção pela sua leveza e resistência à tração, que permite ousar no desenho de treliças, particularmente, as treliças espaciais." Há algum tempo, Nardelli desenvolveu o projeto de um restaurante para a Pirelli, no escritório do arquiteto Edo Rocha. "Utilizamos uma treliça espacial de alumínio que ficou muito interessante. A estrutura era branca e os banzos bastante delgados, o que deu muita leveza ao conjunto todo, junto com o fechamento da galeria, que foi feito em vidro temperado."


Pelo mundo

O Scottish Exhibition & Conference Centre, apelidado de "Glasgow Armadillo" (o Tatu de Glasgow), na cidade de Glasgow, na Escócia, oferece uma combinação de espaços flexíveis para conferências, exposições, performances ao vivo e concertos. É o primeiro edifício nesse estilo em todo o território do Reino Unido, e um dos quatro lugares na Europa que acomoda mais de 3000 pessoas. Uma folha plana é empregada a uma série de folheados emoldurados em forma de casco. Essas sobreposições de alumínio-folheados em forma de conchas produzem um reflexo iluminado, tanto de dia quanto à noite, criando diferentes efeitos na linha do horizonte.

Fonte: Revista Alumínio e http://www.alumind.com.br/noticia.php?id_noticia=32